Um casal que ganhe o salário médio só consegue comprar uma casa com 74 metros quadrados no Porto.

Se for em Lisboa, a habitação terá de ser mais pequena, apenas com 52 metros quadrados, de acordo com dados do ComparaJá.pt solicitados pelo JN/Dinheiro Vivo.

A ideia era perceber “quanta casa” se consegue comprar com o salário médio, isto é, qual o valor máximo de crédito habitação que se consegue obter e, com esse dinheiro, qual é a dimensão de casa que é possível adquirir. À vista salta a disparidade salarial entre concelhos, mas, feitas as contas, é nos sítios onde se ganha menos que se consegue comprar uma casa maior.

“Face aos dados recolhidos, pode afirmar-se que, pelas assimetrias que se fazem sentir atualmente no país, optar por viver e trabalhar num município contíguo, fugindo dos principais centros urbanos, pode significar menos uma década de trabalho para adquirir uma habitação de maiores dimensões”, aponta José Figueiredo, CEO da ComparaJá.pt.

Para a análise, foi tido em conta um valor de financiamento de 80% do valor de aquisição e uma TAEG de 2,9%, considerando os restantes 20% como a poupança prévia necessária para fazer face ao valor da entrada inicial. Para o cálculo do salário médio líquido, o comparador recorreu à Pordata (dados de 2016) e à calculadora da consultora PwC para atualizar os valores com a taxa de evolução em Portugal (dados do Instituto Nacional de Estatística entre 2016 e 2018). Por fim, recorreu-se aos portais Casa Sapo, Idealista e Imovirtual para calcular a média ponderada do preço do metro quadrado para imóveis T2 e T3.

Em Lisboa, onde estão os preços mais altos do país, um casal com um rendimento mensal conjunto de 2016 euros consegue comprar uma casa de 52 metros. Mas, para isso, terá de ter poupado quase 48 mil euros para a entrada para obter um financiamento máximo de cerca de 191 mil euros a 40 anos.

No Norte, o valor do metro quadrado cai quase para metade e, regra geral, as casas são maiores. No Porto, um trabalhador ganha, em média, 848 euros por mês. Com este rendimento, os casais que pretendam comprar casa conseguem obter um empréstimo máximo de cerca de 160 mil euros a 40 anos e adquirir um imóvel de 74 metros quadrados.

Casa maior em Paços de Ferreira

Se quiserem uma casa maior, o destino ideal é Paços de Ferreira. É na “capital do móvel” que se consegue comprar uma casa maior (169 metros quadrados) com um salário mensal líquido de cada elemento de 508 euros. Com um empréstimo a liquidar ao final de quatro décadas, o casal precisa de ter cerca de 24 mil euros de entrada.

Marco de Canaveses, Paredes, Trofa e Amarante são também concelhos onde se consegue viver “mais à larga”. Em Lousada, ganha-se 488 euros. A pouco mais de 40 quilómetros do Porto, é o concelho com o salário médio mais baixo. Mas, aqui é possível obter um empréstimo de 92 mil euros e comprar uma casa com 151 metros.

Fonte: “Jornal de noticias”

Os bancos voltaram a abrir a torneira do crédito à habitação. Mas há cuidados a ter em conta ao pedir um empréstimo. Por isso o idealista/news preparou, com a ajuda da Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, um guia de sobrevivência na hora de pedir um crédito à habitação, que começámos a publicar há três semanas. Hoje explicamos-te tudo sobre a documentação necessária para comprar casa (simulação e formalização contratual).

Se pretendes contratar um crédito à habitação, prepara a documentação que te será exigida pelo banco, seja qual for a modalidade de crédito, a fornecer pelos proponentes e fiador(es): 

1ª Fase – Simulação e proposta pré-contratual

Faz a simulação em vários bancos, compara a Ficha de Informação Normalizada Europeia (FINE) e decide sobre qual o melhor banco. Formaliza o pedido de crédito à habitação, fornecendo:

  • Documento de identificação (Cartão de Cidadão ou BI e NIF);
  • Declaração de Rendimentos e Nota de liquidação do IRS;
  • Três últimos recibos de vencimento e/ou recibos verdes de trabalhadores independentes e extratos bancários (se exigido).

2ª Fase – Avaliação do imóvel e proposta de seguros

Para a avaliação prévia do imóvel, precisarás dos seguintes documentos:

  • Caderneta Predial (AT – Autoridade Tributária e Aduaneira);
  • Licença de utilização (imóveis construídos após agosto de 1951) ou de construção (Câmara Municipal);
  • Planta de localização e do imóvel (se exigido).

3ª Fase – Aprovação do crédito e contrato-promessa de compra e venda

No contrato-promessa o comprador e vendedor declaram a intenção de transação do imóvel. 

4.ª Fase – Formalização contratual: escritura

Para a escritura, necessitarás do contrato-promessa de compra e venda e da seguinte documentação:

  • Documentos de Identificação (Cartão de Cidadão ou BI e NIF) do comprador e so vendedor;
  • Certificado Energético;
  • Certidão de Teor atualizada com o registo (Conservatória do Registo Predial);
  • Caderneta Predial Urbana ou Pedido de inscrição do Prédio na matriz (AT);
  • Licença de utilização, para imóveis construídos após agosto de 1951 (Câmara Municipal);
  • Ficha Técnica da Habitação (se legalmente exigível);
  • Proposta dos seguros multirriscos-habitação e de vida (se necessário);
  • Distrate de hipoteca (se aplicável);
  • Comprovativo do pagamento do IMT e do Imposto do Selo.

Se tiveres crédito à habitação para liquidar, deves juntar declaração do valor em dívida.

Informa-te, avalia em consciência e toma a melhor decisão!

Fonte: “Idealista”

Angariador, consultor, agente imobiliário enfim, pessoa competente na mediação imobiliária procura-se para vender a minha casa, mas como posso encontrar o “the chosen one”…?

Existem profissionais bons, e mesmo muito bons, em todas as áreas. Normalmente, a forma mais fácil de os encontrar é procurando referências. Sim, tal e qual como se faz para encontrar uma boa escola, um bom médico ou mesmo um mecânico de confiança. Liga-se para um amigo da nossa extrema confiança que possa ter ligações à actividade imobiliária, ou, de preferência, e melhor ainda, liga-se a um amigo que tenha tido uma muito boa e recente experiência de venda de um imóvel e pergunta-se se nos pode indicar o nome da pessoa que conduziu na perfeição a venda do imóvel.

Mas vamos imaginar que não conhece ninguém que lhe possa referenciar o tal agente imobiliário competente e muito vivo, como pode então encontrá-lo?

Nesse caso, vai exigir um pouco mais de trabalho da sua parte. Primeira etapa: perceber bem a zona onde está a sua casa. Onde está o imóvel posicionado, como se enquadra, e não sendo só a zona um ponto importante, mas também, o que a envolve, não fosse o mercado imobiliário um mercado local.

Depois, a grande missão e a segunda etapa: verificar quem vende mais e melhor na zona que definiu como zona de posicionamento e envolvente do seu imóvel, quem é realmente é o especialista da zona, o “the chosen one” do bairro.

A pesquisa de sites e portais especializados, pode-lhe dar algumas pistas, por exemplo, pode observar quem está na sua zona (entenda-se quem tem imóveis para vender no seu bairro) efectuando uma procura na sua zona de imóveis disponíveis, verificando os nomes dos agentes que mais se repetem, mas, principalmente, os que têm mais prémios reconhecidos pela marca que ele representa (caso o agente esteja associado a uma marca ou uma rede), pode igualmente ver os que têm mais imóveis reservados ou mesmo vendidos – por aqui consegue, desde logo, afunilar a sua escolha.

A net é, realmente, uma montra virtual, mas porque não fazer a mesma coisa com as placas de rua? No entanto, atenção, o mais importante é apontar as que dizem “vendido” ou “reservado”, muito cuidado com as placas que têm “vende-se” há muito tempo (subentende-se mais de 6 meses).

A comunidade local é outra fonte de informação muito útil, pergunte nos cafés ou locais de maior movimento na zona se conhecem quem é o agente imobiliário que está mais presente e que tem mais sucesso na zona.

Passada esta fase, com a qual não deverá gastar mais do que uma semana, passamos à terceira fase: selecione 3 possíveis candidatos para tratarem e cuidarem da sua necessidade, vender a sua casa. Convoque uma reunião inicial com cada um deles em separado, explique de forma sincera o seu caso e mostre o imóvel. Tente perceber quem se preocupa mais consigo, com as suas necessidades e desejos e quem demonstra mais competência e testemunhos.

Algumas dicas:

– Pergunte qual o preço certo de venda, desconfie daquele que lhe dá a resposta concreta, caso aconteça pergunte-lhe com que fundamento baseia a sua opinião e opte por aquele que não se compromete e prefere elaborar um estudo e mercado, mesmo sendo especialista da zona;

– Peça para lhe falar e mostrar testemunhos de casos de sucesso, vendas, por exemplo: quantas casas tem para vender, quantas vendeu nos últimos meses, qual o tempo médio de venda dos imóveis que promove;

– Peça referências de outros clientes, de preferência, recentes.

– Pergunte-lhe se partilha os seus imóveis (contratos de mediação) com outros agentes, no intuito de aumentar a probabilidade de venda, se a resposta for “não”, comece a colocar fortes dúvidas sobre o serviço que este profissional lhe pode prestar que passa por proteger os seus interesses de vender o imóvel;

– Pergunte-lhe se trabalha em aberto ou exclusivo, se a resposta for que trabalha em regime aberto, ou seja, que não se importa de promover o seu imóvel em simultâneo com outras imobiliárias, pergunte-lhe então qual o seu Plano de Marketing para promoção do seu imóvel e como vai partilhar e funcionar com as outras imobiliárias. Possivelmente a resposta será um pouco confusa e ambígua…

– Mas se ele lhe disser que só trabalha em exclusivo, ou seja, que pretende dedicar-se a promover e trabalhar de forma profunda e especializada o seu imóvel, pergunte-lhe então pelo Plano de Marketing e pergunte-lhe igualmente como funciona ao nível de partilhas com outras mediadoras. Se a resposta for confiante, factual e demonstrativa e se trabalhar em conjunto com outros profissionais do ramo para melhor promover o seu imóvel, então a hipótese de ter encontrado um agente imobiliário e competente na zona onde pretende vender o seu imóvel é bastante forte!

– Por fim, pergunte-lhe como faz o acompanhamento do processo desde a contratação à venda e mesmo pós-venda, como tenciona comunicar consigo para o por a par de todo o trabalho que se propõe e respectivos resultados.

Se os três forem bons, e se todos passarem em todas as questões, veja com qual sentiu maior empatia, ou seja, qual dos três se colocou melhor no seu lugar (compreensão) e lhe transmitiu maior confiança.

Quanto aos honorários, ou remuneração do serviço, pague sempre o que lhe parecer justo pelo serviço apresentado, sabendo que não existem milagres neste campo e que o barato sai sempre mais caro, se não, reflita, quando marca uma consulta com um bom médico normalmente não está a espera de um desconto, mas sim que este lhe resolva o problema, certo?

No fundo o que todos procuramos é alguém competente, mas sobretudo alguém de confiança. Lembre-se, este processo é conjunto, terá de fazer equipa com ele, pois ele vai promover o seu imóvel, mas são os dois juntos que vão vender a sua casa.

“Há uma característica em comum nos melhores profissionais que conheci, todos fizeram de seu trabalho uma arte.” 
Kléber Novartes

Massimo Forte

MASSIMO FORTE

IMOBILIÁRIO

A viver em Lisboa e a trabalhar em Portugal, Espanha e Itália, Massimo Forte é antes de mais um Italiano de Milão apaixonado pela área do imobiliário. Licenciado em Gestão Imobiliária pela ESAI e pós-graduado em Branding e Gestão de Imagem pela Universidade Europeia, Practitioner em PNL (Programação Neurolinguística) pela PNL Portugal. Uma das suas atividades principais é a formação na área comportamental e técnica. É igualmente consultor independente para a área da Mediação Imobiliária. É Professor Convidado na cadeira de Mediação Imobiliária na ESAI (Escola Superior de Atividades Imobiliárias). Ao longo dos seus vinte anos de experiência passou por todas as fases deste negócio, tanto como Comercial, como Gestor de Equipas e como Diretor de Operações. Foi Consultor e Coordenador na SAM – Square Asset Management para a área comercial, no canal de Mediação Imobiliária. É autor de vários livros.

Fonte: “Visão”

Le marché immobilier portugais attire de nombreux étrangers. Faisant ainsi monter les prix. La population peine à suivre.

(LaVieImmo.com) – Les capitaux étrangers se ruent sur l’investissement immobilier au Portugal, qui atteint des niveaux record, provoquant une flambée des prix parfois insoutenable pour la population. “Le secteur immobilier a connu en 2018 sa meilleure année” avec “des transactions ayant franchi la barre des 30 milliards d’euros”, a indiqué Pedro Lancastre, directeur du cabinet de conseil spécialisé JLL.

“Le Portugal est l’un des marchés les plus intéressants d’Europe et continue d’attirer de multiples nationalités”, a précisé à l’AFP Patricia Barao, chargée de l’immobilier résidentiel au sein de JLL. En 2018, les acheteurs étrangers -Brésiliens en tête, suivi des Britanniques et des Français- ont représenté 57% des transactions conduites par cette société, d’un montant total de 375 millions d’euros. “Il y a une demande très supérieure à l’offre, ce qui continue d’alimenter une flambée les prix”, souligne un rapport de JLL, qui prévoit la poursuite de cet afflux de capital étranger en 2019.

Une “survalorisation des prix”

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Dans le secteur résidentiel, au cours des neuf premiers mois de l’année dernière, plus de 132.000 biens immobiliers ont été vendus au Portugal, dont 47.000 dans la seule région de Lisbonne, soit une hausse annuelle de 22%, selon des données de l’Institut national des statistiques (Ine). Ces transactions ont représenté un volume de 17,9 milliards d’euros, en hausse de plus de 30% par rapport à la même période de 2017. La Banque du Portugal a reconnu dans un rapport publié l’année dernière que cette hausse, “particulièrement forte” depuis fin 2017, traduisait une “survalorisation des prix, bien que limitée”. Fin janvier, Visão, le deuxième plus gros hebdomadaire d’information du pays, avait consacré sa couverture à ce phénomène en titrant “Les millionnaires français qui sont en train de racheter le Portugal”, comme le rapportait Courrier international.

Mais pour Carina de Sousa et ses trois enfants, âgés de sept à dix-sept ans, “c’est l’angoisse” depuis que le propriétaire de son appartement vétuste et exigu lui a annoncé qu’il allait augmenter son loyer de 278 à 600 euros à la fin de son bail de cinq ans. “Je ne peux pas payer autant. Lorsque mon propriétaire est venu chercher les clefs, j’ai refusé de partir”, confie-t-elle à l’AFP. Depuis, elle continue de vivre à Lisbonne dans son logement situé dans le quartier populaire de la Mouraria, mais dans l’attente d’un ordre judiciaire d’éviction imminent. “J’ai déjà vidé ma maison. Nous n’avons gardé que le strict minimum”, dit la jeune femme de 36 ans, résignée.

Le boom du tourisme dans la capitale portugaise et à Porto, la grande ville du nord du pays, a poussé de nombreux propriétaires vers le marché lucratif des locations de courte durée. Les chantiers de rénovation prolifèrent dans les quartiers historiques de ces deux villes mais nombre d’immeubles sortent du marché de location de longue durée, déjà réduit car trois quarts des Portugais sont propriétaires.

Les loyers ont bondi de plus de 70%

Il est plus intéressant d’emprunter pour acheter que de louer, parce que le remboursement de l’emprunt est moins cher qu’un loyer, explique Luis Lima, président de l’Association des professionnels des agences immobilières. La tendance “s’est encore accentuée ces dernières années, avec des loyers qui atteignent des montants que la majorité des familles ne peuvent pas payer”, souligne-t-il.

À Lisbonne, les loyers ont bondi de plus de 70% entre 2013 et 2018, selon la société de statistiques Confidencial Imobiliario. Le gouvernement socialiste, qui a recensé l’an dernier plus de 26.000 familles en proie à des difficultés de logement à l’échelle nationale, a annoncé une série de mesures pour atténuer cette pénurie. Une nouvelle législation en matière d’habitation, entrée en vigueur au début de l’année, protège notamment les plus de 65 ans et prévoit des sanctions contre le harcèlement des locataires.

La mairie de Lisbonne a de son côté lancé un programme visant à rénover certains immeubles municipaux pour les mettre sur le marché à des loyers modérés. “Ces nouvelles lois représentent des petites avancées, mais elles n’arrêteront pas la spéculation immobilière”, s’inquiète cependant Ana Gago, une militante pour le droit au logement de l’association Habita.

(Avec AFP)

Fonte BFM LaVieImmo

Os bancos aceleraram na concessão de crédito no ano passado. Concederam cerca de 45 milhões de euros por dia. Os novos empréstimos a famílias totalizaram 16,3 mil milhões de euros em 2018, mais 1,85 mil milhões que em 2017. Foi o ano com mais crédito desde 2010, antes do resgate da troika.

“Em 2018, os volumes de novas operações de empréstimos para habitação, consumo e outros fins totalizaram 9,8 mil milhões, 4,7 mil milhões e 1,8 mil milhões de euros, respetivamente”, informou o Banco de Portugal numa nota divulgada esta terça-feira. Para a compra de casa, a banca concedeu 27 milhões por dia e deu quase 13 milhões por dia para o consumo.

A maior vontade dos bancos em conceder crédito levou o Banco de Portugal a recomendar às instituições financeiras que cumprissem com determinados limites nos empréstimos às famílias. Essas regras entraram em vigor no início de Julho e incidem sobre limites ao montante do empréstimo face ao valor do imóvel que vai ser comprado, ao valor dos rendimentos das famílias que vão ser destinados para pagar as prestações e aos prazos dos empréstimos.

Fonte: “Diário de Noticias”

O poder para comprar casa em Portugal deve agravar-se “moderadamente nos próximos dois anos”. Esta é uma das conclusões do mais recente relatório da Fitch, que antecipa que o referido poder de compra – o chamado ‘housing affordability’ – “seja desafiante para os compradores em Lisboa e no Porto, onde os preços das casas estão a crescer rapidamente”. Segundo a agência de notação financeira, devem subir mais de 6% em Portugal até 2020.

“Esperamos que a capacidade para comprar casa em termos nacionais se agrave apenas moderadamente nos próximos dois anos”, refere Juan David Garcia, diretor sénior da Fitch Ratings, no referido relatório.

De acordo com a Lusa, que cita o documento, nas grandes cidades, a capacidade de deter uma casa vai enfraquecer em maior medida, pelo facto dos salários estarem a crescer a um ritmo menor que os preços das casas.

Para a Fitch, o facto de haver compradores estrangeiros com muito capital disponível e da oferta de casas novas ser limitada também está a contribuir para este cenário nas grandes cidades nacionais. 

Preços sobem mais em Portugal que noutros países

A empresa recorda que os preços das casas em Lisboa e no Porto aumentaram entre 20% e 22% no segundo trimestre de 2018, face ao período homólogo, mais do dobro do crescimento do preços das casas a nível nacional (9%) no mesmo período.

Sobre este tema, a Fitch prevê um abrandamento do ritmo de crescimento no conjunto da Europa nos próximos dois anos, até 2020, mas antecipa que em Portugal a subida será um pouco mais expressiva que nos restantes países da União Europeia (UE). Em termos nacionais, a agência de ‘rating’ aponta para aumentos de preços de 6,5% em 2019 e 6% em 2020, números um pouco superiores aos previstos para a vários países europeus (5%). 

Crédito à habitação cresce, mas menos

No mesmo relatório, a Fitch antecipa que o rácio de crédito vencido sobre o total de empréstimos para compra de casa nos bancos estabilize em cerca de 5%, face ao pico de 7% em 2014.

“A Fitch espera que o saldo dos empréstimos para compra de casa estabilize em 2018 antes de crescer nos próximos dois a três anos, revertendo a contração de sete anos desde 2011”, lê-se no relatório.

Relativamente à concessão de crédito à habitação, as perspetivas da Fitch apontam para um abrandamento do ritmo de crescimento, que será de 15% em 2019, “face a 25% na primeira metade de 2018”.

Fonte “Idealista”

Em 2016, cobraram-se em Portugal 1.488 milhões de euros em Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), menos 3% que no ano anterior. Segundo dados da Direção Geral das Autarquias Locais (DGAL), disponíveis no sistema de geomarketing Sales Index da Marktest, em média, cada português pagou 144 euros em IMI, sendo que os valores oscilaram entre 554 euros per capita em Albufeira e 28 euros per capita no Corvo (Açores).

Marktest
Marktest

Em apenas cinco concelhos foram cobrados 20.2% do total nacional. O concelho deLisboa foi o que captou um maior volume de IMI em 2016, com 114 milhões de euros, 7.7% do total. Em Cascais cobrou-se 50 milhões de euros de IMI, 3.4% do total, seguido do concelho de Sintra com 49 milhões de euros (3.3% do total). Porto, com cerca de 44 milhões de euros cobrados, e Vila Nova de Gaia, com 43 milhões de euros, completam a lista dos cinco concelhos responsáveis por um quinto do IMI cobrado nesse ano”, lê-se no site da Marktest. 

No que diz respeito ao IMI per capita, destaque para os concelhos algarvios: Albufeira, Castro Marim, Loulé, Portimão e Lagos completam, por esta ordem, o top cinco. “Naturalmente, estes valores refletem o peso que o turismo e as residências de segunda habitação têm nesta região do país”.

Os contribuintes portugueses têm até 31 de dezembro para pedirem a atualização do Valor Patrimonial Tributário (VPT) e poderem, assim, poupar na fatura de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). Segundo a Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidorcerca de quatro milhões de imóveis podem estar a pagar imposto a mais porque o Fisco não atualiza automaticamente os coeficientes que determinam o valor do IMI.

Nesse sentido, a Deco disponibiliza um simulador que indica se está na altura dos proprietários pedirem às Finanças para atualizarem o valor da sua casa. “Se já fez esta simulação há mais de três anos, está na altura de a voltar a fazer”, refere a entidade, lembrando que o pedido de avaliação tem de ser entregue até final do ano, ou seja, até segunda-feira. 

De recordar que a partir de 1 de janeiro de 2019, o preço do IMI vai aumentar 12 euros, passando de 603 euros (registados entre 2010 e 2018) para 615 euros. Em causa está o valor de construção, que corresponde ao preço do terreno. “Até 2008, o valor do metro quadrado (m2) foi sempre inflacionado, desde os 600 euros até os 615 euros. A partir desse ano, o Fisco baixou gradualmente os preços para responder à crise no mercado imobiliário. O preço estabilizou, desde 2010, nos 603 euros. Mas a 20 de dezembro foi publicada uma portaria que fixa o valor de construção em 615 euros a partir de 1 de janeiro de 2019”, recorda a Deco.

Quem está isento do IMI

A isenção do IMI é concedida quando se compra uma casa por um período máximo de três anos, desde que se trate de uma habitação própria e permanente e que o VPT não exceda 125.000 euros. “Além disso, o rendimento anual sujeito a imposto do agregado familiar do proprietário tem de ser inferior a 153.300 euros”, conclui a associação.

“As famílias com rendimento anual bruto até 14.630 euros e com imóveis (rústicos e urbanos) com valor total até 66.500 euros também não pagam IMI. O pedido de isenção deve ser apresentado, no máximo, até 60 dias após os seis meses seguintes à compra, fim da construção ou beneficiação do imóvel. A isenção é automática, ou seja, não há necessidade de a solicitar ao Fisco. A isenção só é concedida duas vezes ao mesmo contribuinte ou agregado familiar. Se tiver dívidas, por exemplo, à Segurança Social, a isenção pode não ser concedida”, lê-se no site da Deco.

Fonte “idealista”

Se está a pensar em pedir uma avaliação do valor patrimonial tributário da sua habitação e assim poupar no Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), tem até ao final deste ano para o fazer. Isto porque, a partir do dia 1 de janeiro de 2019, o preço do IMI vai aumentar dos 603 euros (registados entre 2010 e 2018) para os 615 euros.

Para saber se vale a pena fazer um pedido de atualização a DECO disponibiliza um simulador no qual só tem de colocar os seus dados . Desde 2007, o valor do metro quadrado tem vindo sempre a crescer: dos 600 euros iniciais até 615 euros.

Em 2009, o Fisco baixou gradualmente os preços para responder à crise no mercado imobiliário, para os 609 euros e desde 2010, fixou-se nos 603 euros. A 20 de dezembro de 2018, foi publicada uma portaria que fixa o valor de construção em 615 euros a partir de 1 de janeiro de 2019.

Este crescimento do metro quadrado pretende acompanhar a valorização dos imóveis. Contudo, vai inviabilizar que muitos contribuintes possam reduzir o IMI a pagar, se pedirem uma nova avaliação a partir de 1 de janeiro de 2019.

Fonte “jornaleconomico.sapo.pt”

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O mais recente estudo da Intrum, titulado de ”European Consumer Payment Report 2018” (ECPR), refere que Portugal é o país europeu onde existe maior preocupação em como pagar as prendas de natal. O estudo foi divulgado esta quarta-feira, e recolheu dados de mais de 24 mil consumidores, em 24 países europeus, e analisou os seus hábitos e comportamentos de consumo.

O estudo conclui que 44% dos portugueses inquiridos dizem-se preocupados em como pagar os presentes de natal, sendo o país que expressa esta preocupação em maior percentagem entre todos os países europeus participantes, cuja média europeia se situa nos 27%, informa o comunicado enviado às redações.

Este ano, foram introduzidos novos dados no relatório que permitiram analisar o impacto dos impostos na economia doméstica. Concluiu-se que 67% dos portugueses considera que os impostos terão um impacto negativo na sua economia privada, em comparação com a média europeia, que se situa nos 47%.

Dos inquiridos, 64% afirma ainda que os impostos levam a consumir menos do que antes, um valor alto comparativamente à média europeia que é de 46%.

Para além disso, 75% refere que os impostos têm um grande impacto no preço de bens e serviços, tornando-os mais caros, percentagem também superior às respostas da média dos consumidores europeus que se situa nos 62%.

O ”ECPR” 2018 revelou que os portugueses conseguem poupar em média 193 euros por mês comparado com o ano passado que registou os 80 euros. A média europeia do ano passado era de 385 euros e este ano de 255.

Apesar de conseguirem poupar mais, nos últimos doze meses, 38% dos portugueses não pagou as suas contas no prazo estabelecido, valor este inferior ao ano anterior que foi de 41%.

Durante os últimos seis meses, os portugueses pediram em média empréstimos de 2,239 mil euros para pagar contas valor superior à média europeia que é de 1,839 mil euros. Sendo que, 37% dos inquiridos prefere pedir empréstimos ao banco e 33% à família.

Esquecimento (57%) e a falta de dinheiro para pagar (38%) são os principais motivos mencionados para justificar o atraso de pagamento. O ano passado, as percentagens foram de 54% e 42% respetivamente. Os inquiridos referiram que as contas de televisão (24%), gás, água e eletricidade (23%) e os empréstimos (19%), são as que mais pagam após o prazo limite. Em 2017 os valores situavam-se em 20%, 23% e 15% respetivamente.

Quase 30% dos portugueses continuam a comprar bens de consumo com plano de pagamento, crédito ou utilizando dinheiro emprestado, percentagem esta ligeiramente superior em relação ao ano anterior (26%).

Luís Salvaterra, diretor-geral da Intrum, “aconselha os portugueses a treinarem, ao longo do ano, a sua capacidade para gastar dentro das suas possibilidades, pensar duas vezes antes de efetuar uma compra de forma a avaliar o preço/produto, e caso realizem algum plano de pagamento, o importante é que mantenham o compromisso assumido. Se enfrentarem dificuldades financeiras, o passo a seguir é sem dúvida pedir aconselhamento de forma a evitar problemas maiores e assim, controlar a sua situação financeira”.

Fonte “https://jornaleconomico.sapo.pt”